Minha visão sobre a fé cristã.
Não posso negar que as mensagens de Cristo tenham sido inovadoras, motivadoras e fascinantes.
Não só julgando pelo fenômeno da fé cristã, que tem seu conteúdo histórico para se explicar. Mas o que quero fazer são observações sobre como muitas coincidências de um ponto de vista lógico podem validar o cristianismo e os ensinamentos escritos pelos discípulos de Cristo.
Cristo, segundo os relatos bíblicos, pregou conceitos que causaram grande revolução na humanidade, porém ele foi inovador na forma de passar suas idéias. Ao invés da imposição, da dominação ou instigação de conflitos, ele se posicionou como o revelador da verdade, como o primeiro líder populista, o primeiro a mostrar que a ordem social estava incorreta e precisava ser mudada, porém se recusou a lutar, ou seja, era um pacifista. Mais tarde outros revolucionários pacifistas vêem a atuar de forma semelhante como Mahatma Gandhi e Dalai Lama, porém não vou compará-los, pois seus seguidores os enxergam de forma religiosa, o que no caso do que estou propondo observar não convém fazer.
Para entender o que Cristo fez de diferente, antes preciso pegar emprestado o termo destruição criativa que foi definido pelo pensador moderno Joseph Schumpeter, como uma força destruidora que produzia mudanças que por fim resultavam em avanço econômico. Saindo da definição de Schumpeter, eu enxergo que os termos destruição e criação são forças de origem distintas. Essa idéia não se aplica ao caso das mudanças econômicas, ao menos não de forma sintetizada. Por isso desmembrando a terminologia em dois componentes temos a força da destruição, fonte causadora de mudanças, através da violência, das catástrofes naturais, de guerras, de revoluções, de crises e conflitos.
A destruição sendo conseqüência de um problema, uma situação insustentável que não se resolve de forma simples e pacífica, ou então sendo causada por eventos incertos que então expõem uma nova situação, uma nova realidade do qual teremos que enfrentar.
A força criativa é como outra etapa do processo de mudança. Após a evidência do problema, sob uma perspectiva otimista, pacifista, humanitária, de compaixão ou benevolência, ou mesmo tendo interesses próprios, é causadora de bem estar. O que quero dizer é que a criatividade ou a criação estão ligadas a uma ação benéfica, que costuma ser causadora ou impulsionadora da paz.
Sintetizando, a criação ocorre muitas vezes após a destruição como uma forma de resolver um problema que ficou evidente. De forma muito simplista e irônica a violência provoca a paz, pois traz a tona o problema, o sofrimento que se está precisando resolver.
Porém diferente de tudo isso, Cristo, Gandhi e Lama insistiram na não violência. Cristo resistiu até o último momento sem levantar uma mão para seus opositores, porém sem mudar suas afirmações.
Assim ele deu inicio a uma revolução de pensamento que, diferente de muitas revoluções, não teve como instrumento a violência. Muito pelo contrário, foi necessário suportar a violência e até mesmo se entregar a morte para que a transformação fosse efetiva.
O que seria da humanidade se não tivéssemos a oportunidade de ouvir esses pensamentos antes. Talvez nunca pensássemos em compaixão, em fazer o bem sem pedir nada em troca, em como todos somos iguais, pois Cristo dizia que todos eram irmãos, reconhecendo a origem única do homem.
Embora essa origem única seja controvérsia entre a religião e a ciência, ambas concordam que somos todos iguais diante de algum fato.
A ciência pode afirmar através da pesquisa genética, que o DNA da mitocôndria, organela encontrada em todos os seres humanos, possui a mesma estrutura genética que nos torna filhos de uma mesma origem. Assim podemos ser irmãos também perante a ciência, embora possuindo atributos que nos definem como indivíduos.
Existem muitas coisas ditas por Cristo que podemos validar por outro ponto de vista, o da ciência. Porém esse texto é apenas uma introdução ao que eu penso como sendo um ensaio em aceitar Cristo sem abandonar a ciência, ou a ser lógico e usar o pensamento crítico sem ter de negar a efetividade e importância de existência de cristo e suas contribuições para o mundo.
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